Porque o cinema precisa de tecnologia e informação!


Cinema Sonoro

Aquando da era do silêncio, as experimentações para aliar o som às imagens visuais foram várias mas nunca ninguém havia conseguido sincronizar o som e a imagem bem como se tornava impossível amplificar o som projectado. A verdade é que o som para o cinema foi criado em 1918 pelo húngaro Dénes Mihály mas devido aos problemas mencionados supra, foi impossível dar azo ao progresso Neste caso concreto, estamos perante o total conhecimento d informação disponível mas a incapacidade de gerar nova tecnologia. Em 1926, a Warner Bros. introduziu o vitaphone. Com este dispositivo, o som não era gravado ao mesmo tempo que a imagem pelo que os actores teriam que simular conversas à medida que a gravação (previamente realizada) decorria. Para quem interesse neste mecanismo e a forma como ele funciona bem com toda a passagem do cinema mudo para o cinema sonoro, recomendo vivamente a visualização do filme Singin’ in the Rain (1952) de Stanley Donen e Gene Kelly.

 

Em 1927 deu-se o grande acontecimento. O mesmo estúdio que inventou o vitaphone lançava agora o primeiro filme falado. Denominou-se The Jazz Singer e contava com Al Jolson no principal papel. De resto, a citação "Wait a minute, you ain't heard nothin' yet!" ficou na história da sétima arte. Apesar de os diálogos serem parcos, ainda inclui partes de canto que maravilharam as audiências. O cinema sonoro foi um sucesso tremendo e, de repente, a evolução deu-se exponencialmente.