Porque o cinema precisa de tecnologia e informação!
Estúdios
Relativamente aos estúdios é possível apresentar uma noção que se torna crucial para qualquer “empresa”. Neste caso, refiro-me ao conceito de Enterprise Resource Planning (ERP). Os ERP são vulgarmente denominados de Sistemas de Gestão Empresariais e resultam de uma evolução tecnológica cujo primordial intuito é ajustar as crescentes necessidades que dizem respeito à gestão empresarial. Ora, os tempos são outros, mais evoluídos, mas a verdade é que a tecnologia acompanha as necessidades construindo novos panoramas que permitem uma melhor adaptação à realidade. Temos uma “melhoria das comunicações, da gestão de bases de dados, das metodologias de desenvolvimento de software e das linguagens de desenvolvimento de aplicação para múltiplas plataformas. Lançadas inicialmente como soluções de BackOffice, os ERP evoluíram e a tendência actual é para englobar as áreas da computação móvel e o comércio electrónico. Os ERP são tradicionalmente constituídos por Aplicações Integradas nas áreas funcionais de: Contabilidade, Distribuição/Gestão de Materiais, Gestão de Recursos Humanos/Salários e Produção”. Dito isto, facilmente se percebe o crucial papel que os ERP desempenham em um estúdio cinematográfico sobretudo tendo em conta a sua massiva estrutura. È fundamental ser detentor da organização suficiente para que tudo funcione na perfeição. Todos os departamentos estão interligados e interagem constantemente. Senão veja-se: um agente propõe um argumento a um determinado estúdio. Se este aceitar, transfere as responsabilidades para a parte dos recursos humanos. Nesse departamento, terá que haver uma gestão de clientes na medida que apenas X pessoas poderão estar envolvidas no projecto bem como, possivelmente, será necessária uma base de dados actualizada para a pesquisa de novos nomes. Uma vez definida a situação é altura de nos transportarmos para o departamento financeiro que negociará com todos os intervenientes na futura película. Pois, a componente financeira é também gerida pelos directores executivos pelo que terá que haver um contacto constante (PDA’s, email, telemóvel). Findado este processo e tendo em conta que os restantes assuntos se encontram resolvidos, chega a altura de passar a pasta ao(s) produtor(es) do filme. E estes são também gestores que são forçados a evoluir com a tecnologia.